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Calculadora de CMV para Restaurante

Calcule o Custo da Mercadoria Vendida (CMV) do seu restaurante em segundos. Insira faturamento e gastos com insumo, e veja o percentual com avaliação específica do seu segmento — hamburgueria, pizzaria, bar, cafeteria e mais.

30 segundos Sem cadastroBenchmark por 11 segmentosVer calculadora de CMO →

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O que é

CMV — o indicador que separa o que sobra do que vaza

CMV é a sigla de Custo da Mercadoria Vendida. Em restaurante, é o percentual que cada real de venda gasta com ingredientes e embalagem pra produzir o prato. Se você fatura R$ 100 e gasta R$ 32 em insumos, seu CMV é 32%.

Por que importa: é o maior bloco de custo variável de qualquer operação de food service. Se sai do controle, o restaurante pode estar lotado todo dia e ainda assim fechar o mês no vermelho. Monitorar CMV semanalmente — e não só no fechamento mensal — é o que separa restaurante que cresce de restaurante que sobrevive.

Fórmula

CMV (%) =

((Estoque inicial + Compras − Estoque final) ÷ Faturamento) × 100

Exemplo prático

  • Estoque inicial: R$ 8.000
  • Compras no mês: R$ 38.000
  • Estoque final: R$ 14.000
  • Faturamento: R$ 100.000
CMV = ((8.000 + 38.000 − 14.000) ÷ 100.000) × 100 = 32%
Benchmark

Qual o CMV ideal para o seu tipo de operação

Faixas baseadas em dados da base de mais de 4.500 restaurantes que usam a Takeat e padrões da indústria de food service brasileira. CMV varia significativamente por segmento — não use o número de hamburgueria pra avaliar uma cafeteria.

SegmentoCMV idealAtençãoCrítico
Restaurante (geral)28% a 35%36% a 38%acima de 38%
Hamburgueria30% a 35%36% a 38%acima de 38%
Pizzaria25% a 32%33% a 35%acima de 35%
Cafeteria25% a 30%31% a 33%acima de 33%
Self-service / Buffet30% a 40%41% a 43%acima de 43%
Bar / Pub22% a 30%31% a 33%acima de 33%
Doceria25% a 32%33% a 35%acima de 35%
Churrascaria32% a 40%41% a 43%acima de 43%
Sorveteria25% a 32%33% a 35%acima de 35%
Como reduzir

7 estratégias que cortam CMV sem perder qualidade

  1. 01

    Cadastre ficha técnica de cada prato

    Sem ficha técnica você não sabe quanto cada item realmente custa. A maioria dos restaurantes erra 8-15% pra cima o preço de custo só por estimar. Listar gramagem, ingrediente e custo unitário corrige isso na hora.

  2. 02

    Faça inventário semanal (não mensal)

    Inventário mensal esconde quebra e desperdício. Semanal pega o problema na hora — você sabe se aquele atendente da segunda à noite tá descartando demais, se o estoque de queijo sumiu, etc.

  3. 03

    Cruze venda real x consumo de insumo

    Vendeu 200 hambúrgueres no mês, mas o estoque mostra que saíram 220 hambúrgueres? Os 20 a mais viraram quebra, refeição de equipe sem registro ou roubo. Encontrar onde fica o vazamento corta CMV em semanas.

  4. 04

    Renegocie fornecedor com base em volume

    Restaurantes que centralizam compra em 3-4 fornecedores principais conseguem 5-12% de desconto vs. comprar pulverizado. O ganho é tangível: em uma operação de R$200k/mês com CMV 32%, 8% de desconto em insumo = R$5.120/mês a mais de lucro.

  5. 05

    Ajuste preço por margem, não por mercado

    Olhar só "quanto o vizinho cobra" leva a margens baixas. O caminho é precificar por margem-alvo: definir margem mínima por categoria (entrada 70%, prato principal 60%, bebida 75%, sobremesa 65%) e ajustar preço pra bater.

  6. 06

    Identifique e elimine "pratos que dão prejuízo"

    Quase todo cardápio tem 1-3 pratos que vendem bem mas têm margem terrível — o famoso "popular mas dá prejuízo". Tire ou ajuste a ficha técnica deles. Dashboard de margem por prato resolve.

  7. 07

    Combata a quebra na cozinha

    Quebra média de cozinha brasileira é 5-8% do CMV. Causa: estoque mal armazenado, prazo de validade não monitorado, mise en place exagerada. Treinamento + FIFO (first in, first out) baixa quebra pra 2-3%.

Evite

4 erros que fazem você calcular CMV errado

  • Incluir aluguel, salário e energia no CMV

    CMV é só matéria-prima. Aluguel, folha, energia, marketing e impostos são despesas fixas/operacionais — entram em DRE como linhas separadas. Misturar tudo distorce a análise.

  • Calcular CMV só uma vez por mês

    Fechamento mensal pega o problema 30 dias atrasado. CMV deve ser monitorado semanal — quanto mais cedo você vê desvio, mais barato corrigir.

  • Não considerar quebra / refeição de equipe

    Refeição que a equipe come (e que muitos não registram) e quebra de produto entram no consumo de insumo. Se você só conta venda, o cálculo subestima o CMV real.

  • Usar preço de tabela em vez de custo real

    Promoção, cupom e desconto reduzem receita líquida. Calcular CMV sobre preço cheio infla o número. Use sempre faturamento líquido.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre CMV em restaurante

O que é CMV em um restaurante?

CMV (Custo da Mercadoria Vendida) é o valor total gasto com ingredientes e embalagens para produzir os itens vendidos em um período, dividido pelo faturamento desse mesmo período. É medido em percentual. Exemplo: se um restaurante faturou R$ 100.000 no mês e gastou R$ 32.000 em insumos, o CMV foi 32%.

Qual é o CMV ideal para um restaurante?

Em média, um restaurante saudável fica entre 28% e 35% de CMV. Mas varia muito por segmento: bares ficam entre 22% e 30% (bebida tem margem maior), self-services entre 30% e 40% (mais desperdício natural), pizzarias entre 25% e 32%. Acima de 38% para a maioria dos formatos a operação fica apertada.

Como calcular o CMV passo a passo?

Passo 1: some o estoque inicial de matéria-prima do mês. Passo 2: some todas as compras de insumo no período. Passo 3: subtraia o estoque final. O resultado é o consumo de matéria-prima do mês. Passo 4: divida pelo faturamento líquido e multiplique por 100. Fórmula: ((Estoque inicial + Compras − Estoque final) ÷ Faturamento) × 100.

CMV alto significa prejuízo?

Não necessariamente prejuízo, mas margem comprimida. Se o CMV está acima da faixa ideal do segmento, sobra menos pra pagar aluguel, salário, marketing e impostos — e principalmente pra dar lucro. Restaurantes com CMV >40% costumam operar no zero a zero, sem fôlego pra investir.

Como reduzir o CMV de um restaurante?

As 7 alavancas mais eficazes são: cadastrar ficha técnica de todos os pratos, fazer inventário semanal, cruzar venda real com consumo de insumo, renegociar fornecedor por volume, precificar por margem-alvo (não por mercado), eliminar pratos com margem terrível e atacar a quebra na cozinha. Restaurantes Takeat reduzem em média 12% do CMV no primeiro trimestre aplicando isso.

Posso calcular CMV no Excel?

Pode, mas vira gargalo rápido. Excel exige você lançar entrada e saída manualmente, fazer inventário no papel e calcular tudo no fim do mês. Sistemas de gestão como a Takeat fazem isso em tempo real: cada venda baixa estoque automaticamente via ficha técnica, e o CMV atualiza sozinho no DRE.

CMV de delivery é diferente do salão?

Sim. Delivery normalmente tem CMV 3-7 pontos percentuais maior por causa de embalagem (que entra como insumo) e às vezes promoção mais agressiva pra competir no marketplace. Por isso vale calcular CMV separado por canal (salão, delivery próprio, iFood, 99Food) — só assim você descobre qual canal está corroendo margem.

O que entra e o que não entra no CMV?

Entra: ingredientes (carne, vegetal, farinha, queijo, etc.), embalagem (caixa de delivery, sacola, papel), bebida revenda (vinho, refrigerante). Não entra: aluguel, salário (incluindo cozinheiro), energia, gás, marketing, impostos, taxa de cartão, comissão de marketplace. Esses últimos vão pras linhas de despesas operacionais no DRE, não no CMV.

12% de redução em 3 meses

Quer parar de calcular CMV no Excel?

A Takeat baixa estoque automaticamente em cada venda via ficha técnica e atualiza CMV e DRE em tempo real. Restaurantes que usam reduzem em média 12% do CMV no primeiro trimestre.